18/11/2016

WiGig: entenda o padrão que promete ser bem mais rápido que o Wi-Fi

WiGig: entenda o padrão que promete ser bem mais rápido que o Wi-Fi

WiGig é o termo que se refere a um novo padrão de conexão sem fio, que promete oferecer taxas de transferência altas o suficiente para que aparelhos possam ter melhor velocidade do que o wireless atual. No entanto, mais do que um padrão rápido de distribuir sinal de internet, o WiGig promete ainda ser mais eficaz ao transferir dados do que tecnologias como Bluetooth e cabos USB.

Recentemente, a WiGig Alliance, entidade que reúne empresas de tecnologia do mundo todo interessadas no amadurecimento desse padrão e na sua popularização no mercado, homologou os primeiros equipamentos compatíveis com essa nova interface.

 

Primeiros equipamentos compatíveis com o WiGig devem começar a aparecer no mercado no ano que vem (Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo)

 

Internet sem fio mais rápida

O grande apelo do WiGig, desde seu anúncio em 2013, foi a perspectiva de novas redes de internet sem fio que tirassem partido da alta velocidade de transferência permitida pelo padrão. Usando redes em frequência de 60 GHz (para ter uma ideia, os roteadores top de linha do mercado são aqueles que podem operar em 5 GHz), o WiGig permite que as velocidades de rede no ambiente Wi-Fi sejam bem mais altas.

No momento, a WiGig Alliance está homologando os primeiros dispositivos compatíveis com o novo padrão, capazes de trocar informações a até 8 Gb/s (gigabits por segundo).

Pontos fortes

O WiGig é um nome que surgiu da fusão dos termos “wireless” (sem fio) e “gigabit”, que, por sua vez, faz referência às taxas de transferência de dados possíveis nas interfaces de rede cabeadas, compatíveis com o padrão gigabit.

Em resumo, o WiGig é um tipo de rede sem fio criada para atingir velocidades muito mais altas de transferência de dados, tornando essa interface uma opção válida para a criação de ambientes de rede Wi-Fi extremamente rápidos, assim como base para o uso em situações que exigem vasta largura de banda.

Exemplos são transmissão de conteúdo de áudio e vídeo em alta resolução via wireless sem o uso de cabos HDMI; ou wireless docking, em que um dispositivo móvel é vinculado via rede sem fio a uma dock station; aplicações em jogos; realidade virtual sem fios e na construção de redes de alta velocidade que envolvam o uso de celulares, roteadores e etc.

Fonte: TechTudo

13/11/2016

Conheça os melhores modelos de SSD para notebook

Conheça os melhores modelos de SSD para notebook

O SSD (Solid State Drive ou Discos de Estado Sólido) é um dos melhores upgrades que você pode fazer em seu notebook. Além de substituir o HD na tarefa de armazenagem de arquivos, ele traz mais velocidade à máquina, diminuindo o tempo de inicialização do sistema operacional e demais programas.

Um SSD traz mais desempenho do que o aumento de memória RAM. Por isso, muitos usuários estão começando a considerar a troca de seus HDs tradicionais pelos SSDs, apesar de seu preço mais elevado. Nesta lista, estão os melhores SSDs que você pode comprar para o seu notebook e, assim, dar uma sobrevida ao computador.

 

SSD Corsair Force LE de 120 GB

SSD de 120 Gb da Corsair

 

O primeiro SSD que listamos é este da Corsair de 120 GB, modelo CSSD-F120GBLEB. Ele é indicado caso você queira utilizar um HD e um SSD juntos, usando o segundo para a instalação do sistema operacional e dos programas.

Ele possui taxa de leitura de 550 MB/s e de escrita de 500 MB/s. O dispositivo pode ser instalado em baias de 2,5 polegadas e utiliza a interface SATA III, que possui taxa de transferência de 6 Gbps. Além disso, ele possui resistência a choques e pancadas. O seu preço gira em torno de R$ 230 a R$ 270.

SanDisk SSD Plus de 240 GB

Modelo Plus dos SSDs da SanDisk

 

Este SSD da SanDisk possui 240 GB de armazenamento e é até 20 vezes mais rápido do que uma unidade de disco rígido comum. A sua velocidade de leitura sequencial é de 535 MB/s, isso garante que o seu computador vai inicializar mais rápido e abrir os programas em pouco tempo.

Já a velocidade de gravação é de 450 MB/s, o que também é bastante alto se comparado a um HD. Ele é também resistente à choques e vibrações, pois não possui partes móveis. O cache SLC utilizado neste SSD aumenta o desempenho na hora de gravar os dados nos chips de memória Flash. Seu preço em lojas do varejo é de R$ 354,00.

SSD Intel 540s Series de 240 GB

A Intel também faz ótimos SSDs

 

O SSD da Intel de modelo SSDSC2KW240H6X1 possui 240 GB de armazenamento e pode ser usado até como dispositivo de armazenamento principal, dispensando totalmente o uso de um HD. Ele pode ser instalado em baias de 2,5 polegadas e se liga à placa-mãe através da interface SATA III.

Sua taxa de leitura sequencial é de 560 MB/s e de escrita sequencial é de até 480 MB/s. Um diferencial deste SSD é que seu corpo é em alumínio. Seu preço médio está entre R$ 480 e R$ 565.

Kingston HyperX Savage de 240 GB

Este é um SSD da linha mais avançada da Kingston, a HyperX. Neste caso, o modelo SHSS3B7A possui 240 GB de armazenamento e, assim como os demais SSDs, é instalado numa baia de 2,5 polegadas. Ele se conecta à porta SATA III e também é compatível com SATA II. O dispositivo possui uma taxa de leitura de 560 MB/s e 530 MB/s para escrita de dados.

O seu preço está em torno de R$ 600 a R$ 705.

Kingston SSDNow UV400 de 480 GB

 

Este SSD da Kingston possui uma controladora Marvell de quatro canais, que melhora ainda mais a velocidade do dispositivo. Segundo a fabricante, ele é dez vezes mais rápido que um HD de 7200 RPM. Ele pode ser instalado em baias de 2,5” e utiliza a interface Sata III, atingindo uma taxa de 6 Gb/s.

A taxa de leitura é de 550 MB/s e de escrita de 490 MB/s. Além disso, ele vem com um kit para fácil instalação. O seu preço nas principais lojas é de R$ 627,00.

25/09/2016

Desligar o roteador quando não está usando é errado? Tire sua dúvida

Desligar o roteador quando não está usando é errado? Tire sua dúvida

Desligar o roteador/modem quando não estiver em uso pode causar algum tipo de problema? Essa é uma questão que pode gerar dúvidas em usuários iniciantes. Se por um lado existe a preocupação com a conta de luz, por outro há o medo de que o aparelho perca as configurações.

Mas será que tudo isso é verdade ou não passa de uma lenda? Para ajudar, confira a seguir os prós e contras de manter o roteador ligado durante a noite ou quando for viajar e saiba qual a melhor opção para sua casa e seu bolso.  

Por que deixar ligado?

Manter roteador ligado oferece mais praticidade (Foto: Carol Danelli/TechTudo)

O principal motivo para manter o roteador ligado é a praticidade. Ter internet sempre que precisar é muito mais cômodo do que chegar em casa e ligar o modem; acordar, ter que conferir os e-mails e ligar o aparelho.

Além disso, a ação é mais vantajosa para casos de emergência, como em mensagens e ligações de madrugada. A maioria dos roteadores, ao serem desligados, demoram um tempo para sincronizar o sinal e estar apto para o uso. Esses minutos offline podem fazer a diferença. 

Outra questão apontada por quem defende que o aparelho seja desligado quando ficar um tempo sem uso é a economia de energia. Isso pode até ser verdade, já que qualquer aparelho plugado na tomada consome eletricidade. Mas, se colocar na ponta do lápis, essa economia não passa de poucos reais. No geral, roteadores doméstico são dispositivos que consomem muito pouco.

Além disso, há o problema de diferentes dispositivos conectados ao mesmo tempo. Com cada vez mais aparelhos precisando de internet - de TVs a geladeiras -, desligar o modem com o passar dos anos não será mais uma opção se quiser que tudo funcione com todos os recursos. 

Por que desligar?

Desligar roteador pode gerar economia na conta de luz (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

Economizar energia está entre os primeiros motivos para quem defende desligar o roteador quando não estiver em uso. Para muita gente, como aqueles que passam muito tempo fora de casa, tirar o aparelho da tomada é uma questão de consciência ambiental. E é claro que alguns reais a menos na conta de luz sempre é bom. 

saiba mais

Outro fator está na própria conservação do aparelho. Desligá-lo pode prevenir que sofra com picos de luz e assim queime ou sofra com algum dano durante uma tempestade de madrugada, por exemplo. 

Um dos motivos mais apontados para deixar o roteador ligado é que o dispositivo pode sofrer problemas de configuração ao ser desligado. Isso pode até acontecer em alguns modelos mais básicos, mas é muito pouco provável. A maioria dos roteadores contam com uma memória interna justamente para isso:  quando for religado, a última configuração será ativada. Ou seja, é muito difícil um roteador dar problemas de configuração ao ser desligado.

A segurança também é um motivo para deixar o modem desligado quando não está em uso. Uma pesquisa de uma desenvolvedora de antivírus constatou que mais da metade dos roteadores no Brasil usam as configurações de fábrica. Ou seja, estão vulneráveis a invasões. Assim, se você não entende muito de redes a melhor opção pode ser desligar o aparelho quando não estiver em uso para prevenir ataques e zelar pela segurança do seu Wi-Fi.

por GABRIEL RIBEIRO
Para o TechTudo

04/08/2016

HD SATA, SATA II e SATA III: entenda as diferenças entre os padrões

O  SATA (Serial ATA) é o substituto do padrão IDE (Integrated Drive Electronics), que posteriormente foi renomeado para PATA (Parallel ATA). A novidade é o uso cabos menores, pois é necessário a utilização de apenas sete fios, enquanto no padrão anterior eram usado 40 fios.

Além disso, o novo padrão atingia maiores velocidades de transferências e abriu as portas para inovações, como o SSD (Solid State Drive). A  tecnologia é dividida em três gerações e entenderemos a diferença entre elas.

Conectores SATA são os mesmos para todas as gerações (Foto: Divulgação)Conectores SATA são os mesmos para todas as gerações (Foto: Divulgação)
 

SATA I ou SATA/150

SSHD, ou disco rígido híbrido, combina SSD e HD (Foto: Divulgação/Seagate) (Foto: SSHD, ou disco rígido híbrido, combina SSD e HD (Foto: Divulgação/Seagate))O SATA I tem taxa de transferência de 150 MB/s e era usado em HDs (Foto: Divulgação/Seagate)
 

O primeiro padrão SATA, chamado de SATA I ou SATA/150 funciona a 1,5 GHz e tem uma taxa de transferência máxima teórica de 150 MB/s. Com isso, podia-se ter cabos mais longos que os cabos IDE ou ATA/133.

Claro que essa é apenas uma taxa teórica. Na prática, os discos rígidos mais rápidos conseguiam uma taxa de transferência de 120 MB/s, o que não era muito mais rápido que o padrão IDE.

Durante o período de transição, era bem comum encontrar discos rígidos com os dois tipos de interface. Uma porta IDE e uma porta SATA, controlados por um “bridge chip”. Porém, o padrão SATA I tinha algumas falhas, pois eles só lidavam com uma transação por vez. Para corrigir esses erros, foi criado o padrão SATA II.

 

SATA II ou SATA/300

O SATA II implementou o NCQ e os HDs passaram a aceitar mais de uma requisição por vez (Foto: Divulgação/Samsung)O SATA II teve sua taxa de transferência duplicada de 150 para 300 MB/s (Foto: Divulgação/Samsung)
 

Com o lançamento do chipset NVIDIA nForce4, em 2004, foi possível aumentar o clock dos discos rígidos e viabilizar a criação do padrão SATA II. Ele implementou o recurso NCQ (Native Command Queuing), que permitiu aos HDs aceitarem mais de uma requisição por vez.

Além disso, na segunda geração foi acrescentada a taxa de sinalização à Physical Layer, o que duplicou a taxa de transferência de 150 MB/s para 300 MB/s. Com esse salto em velocidade, padrão IDE ficou definitivamente para trás, já que o SATA II é muito mais rápido.

No período de transição do SATA I para o SATA II, um item importante foi a retrocompatibilidade. Assim, dispositivos compatíveis com o SATA II podiam funcionar em portas SATA I, visto que o conector e até mesmo o cabo são os mesmos. Porém, quando um dispositivo SATA II é conectado a uma porta SATA I, trabalha na velocidade do padrão anterior.

SATA III ou SATA/600

Formato de 2,5 polegadas e interface SATA torna o SSD de 4 TB da Samsung compatível com uma série de dispositivos: de consoles a notebooks (Foto: Divulgação/Samsung) (Foto: Formato de 2,5 polegadas e interface SATA torna o SSD de 4 TB da Samsung compatível com uma série de dispositivos: de consoles a notebooks (Foto: Divulgação/Samsung))O SATA III foi fundamental para a popularização dos SSDs (Foto: Divulgação/Samsung)

 

O SATA III foi finalizado em 18 de agosto de 2008 e lançado no mercado em 27 de maio de 2009. Houve um novo salto de velocidade de transferência, saindo de 300 MB/s para 600 MB/s.

O padrão foi fundamental para a popularização dos SSDs, visto que eles atingem velocidade de leitura e escrita muito maiores que a dos tradicionais HDs. Os controladores SandForce, utilizados pela Kingston, chega facilmente à 500 MB/s de taxa de leitura e escrita.

Devido ao padrão SATA III é que os Solid State Drives evoluíram ao ponto em que estão hoje, atingindo altas velocidades e acelerando a inicialização do sistema operacional e de vários programas pesados.

Fonte: Helito Bijora - Techtudo